
"Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, não há nada mais simples. Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte. Entre uma e outra coisa, todos os dias são meus" - Alberto Caeiro
28 abril 2009
26 abril 2009
A Liberdade, sim, a Liberdade!
A liberdade, sim, a liberdade!
A liberdade, sim, a liberdade!
A verdadeira liberdade!
Pensar sem desejos nem convicções.
Ser dono de si mesmo sem influência de romances!
Existir sem Freud nem aeroplanos,
Sem cabarets, nem na alma, sem velocidades, nem no cansaço!
A liberdade do vagar, do pensamento são, do amor às coisas naturais
A liberdade de amar a moral que é preciso dar à vida!
Como o luar quando as nuvens abrem
A grande liberdade cristã da minha infância que rezava
Estende de repente sobre a terra inteira o seu manto de prata para mim...
A liberdade, a lucidez, o raciocínio coerente,
A noção jurídica da alma dos outros como humana,
A alegria de ter estas coisas, e poder outra vez
Gozar os campos sem referência a coisa nenhuma
E beber água como se fosse todos os vinhos do mundo!
Passos todos passinhos de criança...
Sorriso da velha bondosa...
Apertar da mão do amigo [sério?]...
Que vida que tem sido a minha!
Quanto tempo de espera no apeadeiro!
Quanto viver pintado em impresso da vida!
Ah, tenho uma sede sã. Dêem-me a liberdade,
Dêem-ma no púcaro velho de ao pé do pote
Da casa do campo da minha velha infância...
Eu bebia e ele chiava,
Eu era fresco e ele era fresco,
E como eu não tinha nada que me ralasse, era livre.
Que é do púcaro e da inocência?
Que é de quem eu deveria ter sido?
E salvo este desejo de liberdade e de bem e de ar, que é de mim?
A liberdade, sim, a liberdade!
A verdadeira liberdade!
Pensar sem desejos nem convicções.
Ser dono de si mesmo sem influência de romances!
Existir sem Freud nem aeroplanos,
Sem cabarets, nem na alma, sem velocidades, nem no cansaço!
A liberdade do vagar, do pensamento são, do amor às coisas naturais
A liberdade de amar a moral que é preciso dar à vida!
Como o luar quando as nuvens abrem
A grande liberdade cristã da minha infância que rezava
Estende de repente sobre a terra inteira o seu manto de prata para mim...
A liberdade, a lucidez, o raciocínio coerente,
A noção jurídica da alma dos outros como humana,
A alegria de ter estas coisas, e poder outra vez
Gozar os campos sem referência a coisa nenhuma
E beber água como se fosse todos os vinhos do mundo!
Passos todos passinhos de criança...
Sorriso da velha bondosa...
Apertar da mão do amigo [sério?]...
Que vida que tem sido a minha!
Quanto tempo de espera no apeadeiro!
Quanto viver pintado em impresso da vida!
Ah, tenho uma sede sã. Dêem-me a liberdade,
Dêem-ma no púcaro velho de ao pé do pote
Da casa do campo da minha velha infância...
Eu bebia e ele chiava,
Eu era fresco e ele era fresco,
E como eu não tinha nada que me ralasse, era livre.
Que é do púcaro e da inocência?
Que é de quem eu deveria ter sido?
E salvo este desejo de liberdade e de bem e de ar, que é de mim?
Álvaro de Campos
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De outrém...,
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25 abril 2009
19 abril 2009
Labirinto ou nao Foi nada

Talvez houvesse uma flor
aberta na tua mão.
Podia ter sido amor,
e foi apenas traição.
É tão negro o labirinto
que vai dar à tua rua ...
Ai de mim, que nem pressinto
a cor dos ombros da Lua!
Talvez houvesse a passagem
de uma estrela no teu rosto.
Era quase uma viagem:
foi apenas um desgosto.
É tão negro o labirinto
que vai dar à tua rua...
Só o fantasma do instinto
na cinza do céu flutua.
Tens agora a mão fechada;
no rosto, nenhum fulgor.
Não foi nada, não foi nada:
podia ter sido amor.
David Mourão-Ferreira
14 abril 2009
Ninguém a outro ama
11 abril 2009
10 abril 2009
Foto: @Jardim Botânico - by me ^^
"Hoje de manhã saí muito cedo
Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar."
Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar."
Alberto Caeiro
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'Segredos frágeis e meus',
Fotografia by me
08 abril 2009
Hm...
07 abril 2009
"Don't limit yourself. Many people limit themselves to what they think they can do. You can go as far as you mind lets you. What you believe, you can achieve."
Mary Kay Ash
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06 abril 2009
Fazes-me Falta
Ao te ler,
Recordei
Lembrei o que passámos
Lembrei as noites que adormeci a teu colo
As horas que passaste a ouvir-me enquanto me lamentava
Desabafava,
Falava do que tinha medo
E, sobretudo, falava de mim
Lembrei-me do apoio que te tentei dar
Sempre.
E espero ter dado…
Lembrei-me de como me fazias rir
De como te preocupavas comigo
De como brincavas comigo
De como me davas carinho
Ao te ler
Relembrei o teu lado amoroso
Sentimental
Profundo
O teu lado mais teu
Que nem sempre mostravas
Às vezes penso…
Que preferias ser o bobo da corte
Ao ser sério que eras
Por dentro
Ao ser bom e sério
Que poderias ser
Ao ser inteligente que eras
E poderias ser mais..
Lembrei-me da pouca fe que tinhas em ti
Mas que tinhas nos outros
Que tinhas em mim
Lembrei-me do modo como me deixaste
Como me abandonaste
E me deixaste sozinha
Sem ter com quem falar de mim
Sem ter com quem ver filmes
Ate de madrugada
E adormecer envolta num abraço
E em beijos ternos
De respeito
De amor…
…talvez.
Nunca o consegui saber.
Tenho saudades tuas.
Imensas
Demasiadas
Fazes-me falta
Faz-me falta aquele zumbido
No ouvido
Fazes-me falta.
Recordei
Lembrei o que passámos
Lembrei as noites que adormeci a teu colo
As horas que passaste a ouvir-me enquanto me lamentava
Desabafava,
Falava do que tinha medo
E, sobretudo, falava de mim
Lembrei-me do apoio que te tentei dar
Sempre.
E espero ter dado…
Lembrei-me de como me fazias rir
De como te preocupavas comigo
De como brincavas comigo
De como me davas carinho
Ao te ler
Relembrei o teu lado amoroso
Sentimental
Profundo
O teu lado mais teu

Que nem sempre mostravas
Às vezes penso…
Que preferias ser o bobo da corte
Ao ser sério que eras
Por dentro
Ao ser bom e sério
Que poderias ser
Ao ser inteligente que eras
E poderias ser mais..
Lembrei-me da pouca fe que tinhas em ti
Mas que tinhas nos outros
Que tinhas em mim
Lembrei-me do modo como me deixaste
Como me abandonaste
E me deixaste sozinha
Sem ter com quem falar de mim
Sem ter com quem ver filmes
Ate de madrugada
E adormecer envolta num abraço
E em beijos ternos
De respeito
De amor…
…talvez.
Nunca o consegui saber.
Tenho saudades tuas.
Imensas
Demasiadas
Fazes-me falta
Faz-me falta aquele zumbido
No ouvido
Fazes-me falta.
2009.04.06
26 março 2009
Olhar de Criança

Olhar escondido
Perdido na escada do tempo
Rosto que se esconde
Com medo da multidão
Puxa a mochila para a face
Tentando não ser visto
Mas em vão
Alguém o observa atentamente
E recorda aquele olhar inocente
Que outrora havia sido dela
Olhar puro
Cheio de expectativas
Esperança
Sonhos envolvidos no começo:
“Um dia quando for grande…”
Olhar expectante
Doce
Gentil
Olhar de criança
Olhar feliz.
Perdido na escada do tempo
Rosto que se esconde
Com medo da multidão
Puxa a mochila para a face
Tentando não ser visto
Mas em vão
Alguém o observa atentamente
E recorda aquele olhar inocente
Que outrora havia sido dela
Olhar puro
Cheio de expectativas
Esperança
Sonhos envolvidos no começo:
“Um dia quando for grande…”
Olhar expectante
Doce
Gentil
Olhar de criança
Olhar feliz.
Ana Raquel Joaquim
25 março 2009
Por acabar (I)
Tenho saudades do que não foi
Do que poderia ter sido
Do que gostava que viesse a ser
Tenho saudades da noite
Em que me sentei a teu lado
E te toquei carinhosamente
E te tentei confortar
Ah…saudades
Saudades do que senti
Da vontade de te apertar junto a mim
Num abraço sem fim
Não sei se saudades implicam tristeza
Mas sei que o senti
Quando me vi impedida de te envolver
Quando senti a barreira invisível
Que os outros provocam
Que o que não foi dito provoca
Que a falta de comunicação nos fez
Quero falar contigo
Quero sentar-me a teu lado
Beber um chá
Falar... falar e voltar a falar
Sorrir, sorrir SORRIR!
Poder admirar o que dizes
O que fazes
Fazer comparações inúteis
Achar semelhanças em nós
Para encontrar um ponto de ligação
Que me una a ti
Quero-te conhecer
Quero poder abraçar o teu abraço
Quero sorrir contigo
Quero ser contigo
Do que poderia ter sido
Do que gostava que viesse a ser
Tenho saudades da noite
Em que me sentei a teu lado
E te toquei carinhosamente
E te tentei confortar
Ah…saudades
Saudades do que senti
Da vontade de te apertar junto a mim
Num abraço sem fim
Não sei se saudades implicam tristeza
Mas sei que o senti
Quando me vi impedida de te envolver
Quando senti a barreira invisível

Que os outros provocam
Que o que não foi dito provoca
Que a falta de comunicação nos fez
Quero falar contigo
Quero sentar-me a teu lado
Beber um chá
Falar... falar e voltar a falar
Sorrir, sorrir SORRIR!
Poder admirar o que dizes
O que fazes
Fazer comparações inúteis
Achar semelhanças em nós
Para encontrar um ponto de ligação
Que me una a ti
Quero-te conhecer
Quero poder abraçar o teu abraço
Quero sorrir contigo
Quero ser contigo
Ana Raquel Joaquim
Fogo e Noite
"Aconteceu...
e por me teres feito cego
recordo o sabor da tua pele
e o calor de uma tela
que pintámos sem pensar.
Ninguém perdeu,
e enquanto o ar foi cego
despidos de passados
talvez de lados errados
conseguiste me encontrar.
Foi dança
foram corpos de aço
entre trastes de guitarras
que esqueceram amarras
e se amaram sem mostrar.
Foi fogo
que nos encontrou sozinhos
queimou a noite em volta
presos entre chama à solta
presos feitos para soltar...
Estava escrito
E o mundo só quis virar
a página que um dia se fez pesada
E o suor
que escorria no ar
no calor dos teus lábios
inocentes mas sábios...
no segredo do luar.
Não vai acabar
Vamos ser sempre paixão
Vamos ter sempre o olhar
Onde não há ninguém
Dei-te mais...! Valeu a pena voar...
Estava escrito
E a noite veio acordar
a guerra de sentidos travada num céu
Nem por um segundo largo a mão
da perfeição do teu desenho
e do teu gesto no meu...
foi como um sopro estranho...
...e aconteceu...
És noite em mim,
És fogo em mim.
És noite em mim."
e por me teres feito cego
recordo o sabor da tua pele
e o calor de uma tela
que pintámos sem pensar.
Ninguém perdeu,
e enquanto o ar foi cego
despidos de passados
talvez de lados errados
conseguiste me encontrar.
Foi dança
foram corpos de aço
entre trastes de guitarras
que esqueceram amarras
e se amaram sem mostrar.
Foi fogo
que nos encontrou sozinhos
queimou a noite em volta

presos entre chama à solta
presos feitos para soltar...
Estava escrito
E o mundo só quis virar
a página que um dia se fez pesada
E o suor
que escorria no ar
no calor dos teus lábios
inocentes mas sábios...
no segredo do luar.
Não vai acabar
Vamos ser sempre paixão
Vamos ter sempre o olhar
Onde não há ninguém
Dei-te mais...! Valeu a pena voar...
Estava escrito
E a noite veio acordar
a guerra de sentidos travada num céu
Nem por um segundo largo a mão
da perfeição do teu desenho
e do teu gesto no meu...
foi como um sopro estranho...
...e aconteceu...
És noite em mim,
És fogo em mim.
És noite em mim."
Toranja - 'Fogo e Noite'
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Música do dia,
Músicas que descrevem...
23 março 2009
22 março 2009
The Nearness Of You
"Its not the pale moon that excites me
That thrills and delights me, oh no
Its just the nearness of you
It isnt your sweet conversation
That brings this sensation, oh no
Its just the nearness of you
When youre in my arms and I feel you so close to me
All my wildest dreams come true
I need no soft lights to enchant me
If youll only grant me the right
To hold you ever so tight
And to feel in the night the nearness of you"
Norah Jones - The Nearness Of You
19 março 2009
13 março 2009
De viagem

Foto in olhares
Se eu deixar de aparecer e não souberes de mim,
sê paciente, espera
e não te inquietes a pensar no fim.
Eu hei-de renascer na primavera
como a folhagem do jardim
e a luz que se derrama na cidade
de Lisboa ao respiro da liberdade.
Escusas, pois, de vir bater-me à porta
ou de deixar mensagem
no telemóvel, que eu fui de viagem
e o resto não importa.
sê paciente, espera
e não te inquietes a pensar no fim.
Eu hei-de renascer na primavera
como a folhagem do jardim
e a luz que se derrama na cidade
de Lisboa ao respiro da liberdade.
Escusas, pois, de vir bater-me à porta
ou de deixar mensagem
no telemóvel, que eu fui de viagem
e o resto não importa.
Torquatro
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12 março 2009
O Convite
"O Convite"
"Não me interessa saber como ganhas a vida. Quero saber o que anseias e se te atreves a sonhar com o que o teu coração deseja.
Não me interessa a tua idade. Quero saber se te arriscarias a parecer louco por amor, pelos teus sonhos, pela aventura de estar vivo.
Não me interessa que planetas estão em quadratura com a tua Lua. Quero saber se chegaste ao fim da tua própria tristeza, se as traições da vida te fizeram desabrochar ou se murchaste e te fechaste com medo de novas dores. Quero saber se podes viver com a dor, com a minha e com a tua, sem tratares de a dissimular, de a atenuar nem de a remediar.
Quero saber se podes experimentar com plenitude a alegria, a minha a tua, se podes, dançar com frenesim e deixar que o êxtase te penetre até á ponta dos dedos dos pés e das mãos, sem que a tua prudência nos chame a ser cuidadosos, a ser realistas, a recordar as limitações próprias da nossa condição humana.
Não me interessa saber se o que me contas é verdade. Quero saber se podes desiludir outra pessoa para ser fiel a ti mesmo; se poderias suportar a acusação da traição e não atraiçoares a tua própria alma(...).
Quero saber se podes ver a beleza, ainda que não seja agradável, em cada dia, e se podes fazer com que a tua própria vida surja da sua presença.
Quero saber se podes viver com o fracasso, o teu e o meu, e de pé na margem do lago gritar à forma prateada da lua cheia: "Sim!"
Não me interessa saber onde vives nem quanto dinheiro tens. Quero saber se te podes levantar depois de uma noite de aflição e desespero, esgotado e magoado até aos ossos, e fazer o que for preciso para alimentares os teus filhos.
Não me interessa saber quem conheces nem como é que chegaste aqui. Quero saber se ficarás no centro do fogo comigo e não partirás.
Não me interessa saber nem onde nem como nem com quem estudaste. Quero saber o que te sustém desde o interior, quando tudo o resto se desmorona.
Quero saber se podes estar só contigo e se em verdade aprecias a tua própria companhia em momentos de vazio."
"Não me interessa saber como ganhas a vida. Quero saber o que anseias e se te atreves a sonhar com o que o teu coração deseja.
Não me interessa a tua idade. Quero saber se te arriscarias a parecer louco por amor, pelos teus sonhos, pela aventura de estar vivo.
Não me interessa que planetas estão em quadratura com a tua Lua. Quero saber se chegaste ao fim da tua própria tristeza, se as traições da vida te fizeram desabrochar ou se murchaste e te fechaste com medo de novas dores. Quero saber se podes viver com a dor, com a minha e com a tua, sem tratares de a dissimular, de a atenuar nem de a remediar.
Quero saber se podes experimentar com plenitude a alegria, a minha a tua, se podes, dançar com frenesim e deixar que o êxtase te penetre até á ponta dos dedos dos pés e das mãos, sem que a tua prudência nos chame a ser cuidadosos, a ser realistas, a recordar as limitações próprias da nossa condição humana.

Não me interessa saber se o que me contas é verdade. Quero saber se podes desiludir outra pessoa para ser fiel a ti mesmo; se poderias suportar a acusação da traição e não atraiçoares a tua própria alma(...).
Quero saber se podes ver a beleza, ainda que não seja agradável, em cada dia, e se podes fazer com que a tua própria vida surja da sua presença.
Quero saber se podes viver com o fracasso, o teu e o meu, e de pé na margem do lago gritar à forma prateada da lua cheia: "Sim!"
Não me interessa saber onde vives nem quanto dinheiro tens. Quero saber se te podes levantar depois de uma noite de aflição e desespero, esgotado e magoado até aos ossos, e fazer o que for preciso para alimentares os teus filhos.
Não me interessa saber quem conheces nem como é que chegaste aqui. Quero saber se ficarás no centro do fogo comigo e não partirás.
Não me interessa saber nem onde nem como nem com quem estudaste. Quero saber o que te sustém desde o interior, quando tudo o resto se desmorona.
Quero saber se podes estar só contigo e se em verdade aprecias a tua própria companhia em momentos de vazio."
Oriah Mountain Dreamer
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