
"Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, não há nada mais simples. Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte. Entre uma e outra coisa, todos os dias são meus" - Alberto Caeiro
14 junho 2009
cute.
12 junho 2009
10 junho 2009
Que importa?...

Eu era a desdenhosa, a indiferente.
Nunca sentira em mim o coração
Bater em violências de paixão,
Como bate no peito à outra gente.
Agora, olhas-me tu altivamente,
Sem sombra de desejo ou de emoção,
Enquanto as asas loiras da ilusão
Abrem dentro de mim ao sol nascente.
Minh'alma, a pedra, transformou-se em fonte;
Como nascida em carinhoso monte,
Toda ela é riso, e é frescura e graça!
Nela refresca a boca um só instante...
Que importa?... se o cansado viandante
Bebe em todas as fontes... quando passas?...
Florbela Espanca
08 junho 2009
06 junho 2009
Meio e fim
foto: 'la farce' -JP Sousa
Às vezes quero escrever
Mas não sei por onde começar
…Pelo início?
...Pelo fim?
Nunca atino
Até que começo a carregar no teclado
Ou pego na caneta e numa folha de papel
Até que me disponibilizo para isso
E deixo de pensar
'Nunca mais escrevi, também não tenho tempo…'
Mentira.
Se quiser tenho-o
Mas depois penso
Afinal, o que é o tempo?
Um relógio que anda desalmado?
Um relógio que fala 'tic-tac'?
Uma personificação das nossas obrigações?
Ou das nossas limitações?
Depois penso
Afinal, somos nós o tempo
Nós criamos as nossas limitações
Porque não as quebramos?
Porque não saltamos o muro?
Porque não corremos e saltamos a sorrir pelas ruas?
Hoje decidi quebrar as limitações.
Aquelas a que me imponho.
E sorrio
Mas não sei por onde começar
…Pelo início?
...Pelo fim?
Nunca atino
Até que começo a carregar no teclado
Ou pego na caneta e numa folha de papel
Até que me disponibilizo para isso
E deixo de pensar
'Nunca mais escrevi, também não tenho tempo…'
Mentira.
Se quiser tenho-o
Mas depois penso
Afinal, o que é o tempo?
Um relógio que anda desalmado?
Um relógio que fala 'tic-tac'?
Uma personificação das nossas obrigações?
Ou das nossas limitações?
Depois penso
Afinal, somos nós o tempo
Nós criamos as nossas limitações
Porque não as quebramos?
Porque não saltamos o muro?
Porque não corremos e saltamos a sorrir pelas ruas?
Hoje decidi quebrar as limitações.
Aquelas a que me imponho.
E sorrio
Ana Raquel Joaquim
23 maio 2009
Mary Jane
"What's the matter Mary Jane, you had a hard day
As you place the don't disturb sign on the door
You lost your place in line again, what a pity
You never seem to want to dance anymore
It's a long way down
On this roller coaster
The last chance streetcar
Went off the track
And you're on it
I hear you're counting sheep again Mary Jane
What's the point of trying to dream anymore
I hear you're losing weight again Mary Jane
Do you ever wonder who you're losing it for
Well it's full speed baby
In the wrong direction
There's a few more bruises
If that's the way
You insist on heading
Please be honest Mary Jane
Are you happy
Please don't censor your tears
You're the sweet crusader
And you're on your way
You're the last great innocent
And that's why I love you
So take this moment Mary Jane and be selfish
Worry not about the cars that go by
All that matters Mary Jane is your freedom
So Keep warm my dear, keep dry
Tell me
Tell me
What's the matter Mary Jane... "
Alanis Morissette - Mary Jane
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Música do dia,
Músicas que descrevem...
14 maio 2009
Somebody
I want somebody to share
Share the rest of my life
Share my innermost thoughts
Know my intimate details
Someone who'll stand by my side
And give me support
And in return
She'll get my support
She will listen to me
When I want to speak
About the world we live in
And life in general
Though my views may be wrong
They may even be perverted
She'll hear me out
And won't easily be converted
To my way of thinking
In fact she'll often disagree
But at the end of it all
She will understand me
Aaaahhhhh....
I want somebody who cares
For me passionately
With every thought
With every breath
Someone who'll help me see things
In a different light
All the things I detest
I will almost like
I don't want to be tied
To anyone's strings
I'm carefully trying to steer clear of
Those things
But when I'm asleep
I want somebody
Who will put their arms around me
And kiss me tenderly
Though things like this
Make me sick
In a case like this
I'll get away with it
And in a place like this
I'll get away with it
Aaaahhhhh....
'SOmebody' - Depeche Mode
13 maio 2009
09 maio 2009

"Não sei se pelos olhos, se pelo modo de andar, quase como quem dança, um pouco curvada para trás para realçar o busto e a cintura, se pelas faces ligeiramente encovadas, o sorriso, o riso, uma certa contracção das comissuras dos lábios. Tanto te chegas como te esquivas, estás e não estás, dás e recusas. Não sei se por tudo isto, se por algo que não se explica. Sei que quando me tocas a batida da terra coincide com a do meu próprio coração."
"A Terceira Rosa" - Manuel Alegre
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Citando alguem...,
fotografias que descrevem...
03 maio 2009
02 maio 2009
28 abril 2009
26 abril 2009
A Liberdade, sim, a Liberdade!
A liberdade, sim, a liberdade!
A liberdade, sim, a liberdade!
A verdadeira liberdade!
Pensar sem desejos nem convicções.
Ser dono de si mesmo sem influência de romances!
Existir sem Freud nem aeroplanos,
Sem cabarets, nem na alma, sem velocidades, nem no cansaço!
A liberdade do vagar, do pensamento são, do amor às coisas naturais
A liberdade de amar a moral que é preciso dar à vida!
Como o luar quando as nuvens abrem
A grande liberdade cristã da minha infância que rezava
Estende de repente sobre a terra inteira o seu manto de prata para mim...
A liberdade, a lucidez, o raciocínio coerente,
A noção jurídica da alma dos outros como humana,
A alegria de ter estas coisas, e poder outra vez
Gozar os campos sem referência a coisa nenhuma
E beber água como se fosse todos os vinhos do mundo!
Passos todos passinhos de criança...
Sorriso da velha bondosa...
Apertar da mão do amigo [sério?]...
Que vida que tem sido a minha!
Quanto tempo de espera no apeadeiro!
Quanto viver pintado em impresso da vida!
Ah, tenho uma sede sã. Dêem-me a liberdade,
Dêem-ma no púcaro velho de ao pé do pote
Da casa do campo da minha velha infância...
Eu bebia e ele chiava,
Eu era fresco e ele era fresco,
E como eu não tinha nada que me ralasse, era livre.
Que é do púcaro e da inocência?
Que é de quem eu deveria ter sido?
E salvo este desejo de liberdade e de bem e de ar, que é de mim?
A liberdade, sim, a liberdade!
A verdadeira liberdade!
Pensar sem desejos nem convicções.
Ser dono de si mesmo sem influência de romances!
Existir sem Freud nem aeroplanos,
Sem cabarets, nem na alma, sem velocidades, nem no cansaço!
A liberdade do vagar, do pensamento são, do amor às coisas naturais
A liberdade de amar a moral que é preciso dar à vida!
Como o luar quando as nuvens abrem
A grande liberdade cristã da minha infância que rezava
Estende de repente sobre a terra inteira o seu manto de prata para mim...
A liberdade, a lucidez, o raciocínio coerente,
A noção jurídica da alma dos outros como humana,
A alegria de ter estas coisas, e poder outra vez
Gozar os campos sem referência a coisa nenhuma
E beber água como se fosse todos os vinhos do mundo!
Passos todos passinhos de criança...
Sorriso da velha bondosa...
Apertar da mão do amigo [sério?]...
Que vida que tem sido a minha!
Quanto tempo de espera no apeadeiro!
Quanto viver pintado em impresso da vida!
Ah, tenho uma sede sã. Dêem-me a liberdade,
Dêem-ma no púcaro velho de ao pé do pote
Da casa do campo da minha velha infância...
Eu bebia e ele chiava,
Eu era fresco e ele era fresco,
E como eu não tinha nada que me ralasse, era livre.
Que é do púcaro e da inocência?
Que é de quem eu deveria ter sido?
E salvo este desejo de liberdade e de bem e de ar, que é de mim?
Álvaro de Campos
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De outrém...,
fotografias que descrevem...
25 abril 2009
19 abril 2009
Labirinto ou nao Foi nada

Talvez houvesse uma flor
aberta na tua mão.
Podia ter sido amor,
e foi apenas traição.
É tão negro o labirinto
que vai dar à tua rua ...
Ai de mim, que nem pressinto
a cor dos ombros da Lua!
Talvez houvesse a passagem
de uma estrela no teu rosto.
Era quase uma viagem:
foi apenas um desgosto.
É tão negro o labirinto
que vai dar à tua rua...
Só o fantasma do instinto
na cinza do céu flutua.
Tens agora a mão fechada;
no rosto, nenhum fulgor.
Não foi nada, não foi nada:
podia ter sido amor.
David Mourão-Ferreira
14 abril 2009
Ninguém a outro ama
11 abril 2009
10 abril 2009
Foto: @Jardim Botânico - by me ^^
"Hoje de manhã saí muito cedo
Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar."
Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar."
Alberto Caeiro
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'Segredos frágeis e meus',
Fotografia by me
08 abril 2009
Hm...
07 abril 2009
"Don't limit yourself. Many people limit themselves to what they think they can do. You can go as far as you mind lets you. What you believe, you can achieve."
Mary Kay Ash
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De outrém...,
fotografias que descrevem...
06 abril 2009
Fazes-me Falta
Ao te ler,
Recordei
Lembrei o que passámos
Lembrei as noites que adormeci a teu colo
As horas que passaste a ouvir-me enquanto me lamentava
Desabafava,
Falava do que tinha medo
E, sobretudo, falava de mim
Lembrei-me do apoio que te tentei dar
Sempre.
E espero ter dado…
Lembrei-me de como me fazias rir
De como te preocupavas comigo
De como brincavas comigo
De como me davas carinho
Ao te ler
Relembrei o teu lado amoroso
Sentimental
Profundo
O teu lado mais teu
Que nem sempre mostravas
Às vezes penso…
Que preferias ser o bobo da corte
Ao ser sério que eras
Por dentro
Ao ser bom e sério
Que poderias ser
Ao ser inteligente que eras
E poderias ser mais..
Lembrei-me da pouca fe que tinhas em ti
Mas que tinhas nos outros
Que tinhas em mim
Lembrei-me do modo como me deixaste
Como me abandonaste
E me deixaste sozinha
Sem ter com quem falar de mim
Sem ter com quem ver filmes
Ate de madrugada
E adormecer envolta num abraço
E em beijos ternos
De respeito
De amor…
…talvez.
Nunca o consegui saber.
Tenho saudades tuas.
Imensas
Demasiadas
Fazes-me falta
Faz-me falta aquele zumbido
No ouvido
Fazes-me falta.
Recordei
Lembrei o que passámos
Lembrei as noites que adormeci a teu colo
As horas que passaste a ouvir-me enquanto me lamentava
Desabafava,
Falava do que tinha medo
E, sobretudo, falava de mim
Lembrei-me do apoio que te tentei dar
Sempre.
E espero ter dado…
Lembrei-me de como me fazias rir
De como te preocupavas comigo
De como brincavas comigo
De como me davas carinho
Ao te ler
Relembrei o teu lado amoroso
Sentimental
Profundo
O teu lado mais teu

Que nem sempre mostravas
Às vezes penso…
Que preferias ser o bobo da corte
Ao ser sério que eras
Por dentro
Ao ser bom e sério
Que poderias ser
Ao ser inteligente que eras
E poderias ser mais..
Lembrei-me da pouca fe que tinhas em ti
Mas que tinhas nos outros
Que tinhas em mim
Lembrei-me do modo como me deixaste
Como me abandonaste
E me deixaste sozinha
Sem ter com quem falar de mim
Sem ter com quem ver filmes
Ate de madrugada
E adormecer envolta num abraço
E em beijos ternos
De respeito
De amor…
…talvez.
Nunca o consegui saber.
Tenho saudades tuas.
Imensas
Demasiadas
Fazes-me falta
Faz-me falta aquele zumbido
No ouvido
Fazes-me falta.
2009.04.06
26 março 2009
Olhar de Criança

Olhar escondido
Perdido na escada do tempo
Rosto que se esconde
Com medo da multidão
Puxa a mochila para a face
Tentando não ser visto
Mas em vão
Alguém o observa atentamente
E recorda aquele olhar inocente
Que outrora havia sido dela
Olhar puro
Cheio de expectativas
Esperança
Sonhos envolvidos no começo:
“Um dia quando for grande…”
Olhar expectante
Doce
Gentil
Olhar de criança
Olhar feliz.
Perdido na escada do tempo
Rosto que se esconde
Com medo da multidão
Puxa a mochila para a face
Tentando não ser visto
Mas em vão
Alguém o observa atentamente
E recorda aquele olhar inocente
Que outrora havia sido dela
Olhar puro
Cheio de expectativas
Esperança
Sonhos envolvidos no começo:
“Um dia quando for grande…”
Olhar expectante
Doce
Gentil
Olhar de criança
Olhar feliz.
Ana Raquel Joaquim
25 março 2009
Por acabar (I)
Tenho saudades do que não foi
Do que poderia ter sido
Do que gostava que viesse a ser
Tenho saudades da noite
Em que me sentei a teu lado
E te toquei carinhosamente
E te tentei confortar
Ah…saudades
Saudades do que senti
Da vontade de te apertar junto a mim
Num abraço sem fim
Não sei se saudades implicam tristeza
Mas sei que o senti
Quando me vi impedida de te envolver
Quando senti a barreira invisível
Que os outros provocam
Que o que não foi dito provoca
Que a falta de comunicação nos fez
Quero falar contigo
Quero sentar-me a teu lado
Beber um chá
Falar... falar e voltar a falar
Sorrir, sorrir SORRIR!
Poder admirar o que dizes
O que fazes
Fazer comparações inúteis
Achar semelhanças em nós
Para encontrar um ponto de ligação
Que me una a ti
Quero-te conhecer
Quero poder abraçar o teu abraço
Quero sorrir contigo
Quero ser contigo
Do que poderia ter sido
Do que gostava que viesse a ser
Tenho saudades da noite
Em que me sentei a teu lado
E te toquei carinhosamente
E te tentei confortar
Ah…saudades
Saudades do que senti
Da vontade de te apertar junto a mim
Num abraço sem fim
Não sei se saudades implicam tristeza
Mas sei que o senti
Quando me vi impedida de te envolver
Quando senti a barreira invisível

Que os outros provocam
Que o que não foi dito provoca
Que a falta de comunicação nos fez
Quero falar contigo
Quero sentar-me a teu lado
Beber um chá
Falar... falar e voltar a falar
Sorrir, sorrir SORRIR!
Poder admirar o que dizes
O que fazes
Fazer comparações inúteis
Achar semelhanças em nós
Para encontrar um ponto de ligação
Que me una a ti
Quero-te conhecer
Quero poder abraçar o teu abraço
Quero sorrir contigo
Quero ser contigo
Ana Raquel Joaquim
Fogo e Noite
"Aconteceu...
e por me teres feito cego
recordo o sabor da tua pele
e o calor de uma tela
que pintámos sem pensar.
Ninguém perdeu,
e enquanto o ar foi cego
despidos de passados
talvez de lados errados
conseguiste me encontrar.
Foi dança
foram corpos de aço
entre trastes de guitarras
que esqueceram amarras
e se amaram sem mostrar.
Foi fogo
que nos encontrou sozinhos
queimou a noite em volta
presos entre chama à solta
presos feitos para soltar...
Estava escrito
E o mundo só quis virar
a página que um dia se fez pesada
E o suor
que escorria no ar
no calor dos teus lábios
inocentes mas sábios...
no segredo do luar.
Não vai acabar
Vamos ser sempre paixão
Vamos ter sempre o olhar
Onde não há ninguém
Dei-te mais...! Valeu a pena voar...
Estava escrito
E a noite veio acordar
a guerra de sentidos travada num céu
Nem por um segundo largo a mão
da perfeição do teu desenho
e do teu gesto no meu...
foi como um sopro estranho...
...e aconteceu...
És noite em mim,
És fogo em mim.
És noite em mim."
e por me teres feito cego
recordo o sabor da tua pele
e o calor de uma tela
que pintámos sem pensar.
Ninguém perdeu,
e enquanto o ar foi cego
despidos de passados
talvez de lados errados
conseguiste me encontrar.
Foi dança
foram corpos de aço
entre trastes de guitarras
que esqueceram amarras
e se amaram sem mostrar.
Foi fogo
que nos encontrou sozinhos
queimou a noite em volta

presos entre chama à solta
presos feitos para soltar...
Estava escrito
E o mundo só quis virar
a página que um dia se fez pesada
E o suor
que escorria no ar
no calor dos teus lábios
inocentes mas sábios...
no segredo do luar.
Não vai acabar
Vamos ser sempre paixão
Vamos ter sempre o olhar
Onde não há ninguém
Dei-te mais...! Valeu a pena voar...
Estava escrito
E a noite veio acordar
a guerra de sentidos travada num céu
Nem por um segundo largo a mão
da perfeição do teu desenho
e do teu gesto no meu...
foi como um sopro estranho...
...e aconteceu...
És noite em mim,
És fogo em mim.
És noite em mim."
Toranja - 'Fogo e Noite'
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Música do dia,
Músicas que descrevem...
23 março 2009
22 março 2009
The Nearness Of You
"Its not the pale moon that excites me
That thrills and delights me, oh no
Its just the nearness of you
It isnt your sweet conversation
That brings this sensation, oh no
Its just the nearness of you
When youre in my arms and I feel you so close to me
All my wildest dreams come true
I need no soft lights to enchant me
If youll only grant me the right
To hold you ever so tight
And to feel in the night the nearness of you"
Norah Jones - The Nearness Of You
19 março 2009
13 março 2009
De viagem

Foto in olhares
Se eu deixar de aparecer e não souberes de mim,
sê paciente, espera
e não te inquietes a pensar no fim.
Eu hei-de renascer na primavera
como a folhagem do jardim
e a luz que se derrama na cidade
de Lisboa ao respiro da liberdade.
Escusas, pois, de vir bater-me à porta
ou de deixar mensagem
no telemóvel, que eu fui de viagem
e o resto não importa.
sê paciente, espera
e não te inquietes a pensar no fim.
Eu hei-de renascer na primavera
como a folhagem do jardim
e a luz que se derrama na cidade
de Lisboa ao respiro da liberdade.
Escusas, pois, de vir bater-me à porta
ou de deixar mensagem
no telemóvel, que eu fui de viagem
e o resto não importa.
Torquatro
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12 março 2009
O Convite
"O Convite"
"Não me interessa saber como ganhas a vida. Quero saber o que anseias e se te atreves a sonhar com o que o teu coração deseja.
Não me interessa a tua idade. Quero saber se te arriscarias a parecer louco por amor, pelos teus sonhos, pela aventura de estar vivo.
Não me interessa que planetas estão em quadratura com a tua Lua. Quero saber se chegaste ao fim da tua própria tristeza, se as traições da vida te fizeram desabrochar ou se murchaste e te fechaste com medo de novas dores. Quero saber se podes viver com a dor, com a minha e com a tua, sem tratares de a dissimular, de a atenuar nem de a remediar.
Quero saber se podes experimentar com plenitude a alegria, a minha a tua, se podes, dançar com frenesim e deixar que o êxtase te penetre até á ponta dos dedos dos pés e das mãos, sem que a tua prudência nos chame a ser cuidadosos, a ser realistas, a recordar as limitações próprias da nossa condição humana.
Não me interessa saber se o que me contas é verdade. Quero saber se podes desiludir outra pessoa para ser fiel a ti mesmo; se poderias suportar a acusação da traição e não atraiçoares a tua própria alma(...).
Quero saber se podes ver a beleza, ainda que não seja agradável, em cada dia, e se podes fazer com que a tua própria vida surja da sua presença.
Quero saber se podes viver com o fracasso, o teu e o meu, e de pé na margem do lago gritar à forma prateada da lua cheia: "Sim!"
Não me interessa saber onde vives nem quanto dinheiro tens. Quero saber se te podes levantar depois de uma noite de aflição e desespero, esgotado e magoado até aos ossos, e fazer o que for preciso para alimentares os teus filhos.
Não me interessa saber quem conheces nem como é que chegaste aqui. Quero saber se ficarás no centro do fogo comigo e não partirás.
Não me interessa saber nem onde nem como nem com quem estudaste. Quero saber o que te sustém desde o interior, quando tudo o resto se desmorona.
Quero saber se podes estar só contigo e se em verdade aprecias a tua própria companhia em momentos de vazio."
"Não me interessa saber como ganhas a vida. Quero saber o que anseias e se te atreves a sonhar com o que o teu coração deseja.
Não me interessa a tua idade. Quero saber se te arriscarias a parecer louco por amor, pelos teus sonhos, pela aventura de estar vivo.
Não me interessa que planetas estão em quadratura com a tua Lua. Quero saber se chegaste ao fim da tua própria tristeza, se as traições da vida te fizeram desabrochar ou se murchaste e te fechaste com medo de novas dores. Quero saber se podes viver com a dor, com a minha e com a tua, sem tratares de a dissimular, de a atenuar nem de a remediar.
Quero saber se podes experimentar com plenitude a alegria, a minha a tua, se podes, dançar com frenesim e deixar que o êxtase te penetre até á ponta dos dedos dos pés e das mãos, sem que a tua prudência nos chame a ser cuidadosos, a ser realistas, a recordar as limitações próprias da nossa condição humana.

Não me interessa saber se o que me contas é verdade. Quero saber se podes desiludir outra pessoa para ser fiel a ti mesmo; se poderias suportar a acusação da traição e não atraiçoares a tua própria alma(...).
Quero saber se podes ver a beleza, ainda que não seja agradável, em cada dia, e se podes fazer com que a tua própria vida surja da sua presença.
Quero saber se podes viver com o fracasso, o teu e o meu, e de pé na margem do lago gritar à forma prateada da lua cheia: "Sim!"
Não me interessa saber onde vives nem quanto dinheiro tens. Quero saber se te podes levantar depois de uma noite de aflição e desespero, esgotado e magoado até aos ossos, e fazer o que for preciso para alimentares os teus filhos.
Não me interessa saber quem conheces nem como é que chegaste aqui. Quero saber se ficarás no centro do fogo comigo e não partirás.
Não me interessa saber nem onde nem como nem com quem estudaste. Quero saber o que te sustém desde o interior, quando tudo o resto se desmorona.
Quero saber se podes estar só contigo e se em verdade aprecias a tua própria companhia em momentos de vazio."
Oriah Mountain Dreamer
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Soneto da Felicidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes
08 março 2009
Red Flags and Long Nights
Sick of trying to find a way inside
Sick and tired of all the after
Sick of trying ot find a way to slide
Even though it always ends in laughter
Its never hard to tell when things are done
She looked into my eyes and a voice said RUN
She says that im a mess but its alright
Whether its 2 weeks, 2 years or just tonight
You can occupy my every sigh,
you can rent a space inside my mind
At least untill the price becomes too? HIGH
I can find a reason that we should quit
I can find a reason to do it
I can find excuses for all my shit
She tells me just to work right through it
Shes pretty and I like her but shes too well
Cuz I need red flags and long nights and she can tell
Its not that its my fault its just my style
Beginning with a look and then a smile
You can occupy my every sigh,
you can rent a space inside my mind
At least untill the price becomes too ? HIGH
She don't need a thing, she don?t need saving or a lay
Shes got all the friends around and you can hear them say:
Hes not into you hes into the idea of?
But little do they know that shes not through
You can occupy my every sigh,
you can rent a space inside my mind
At least untill the price becomes too ? HIGH
She Wants Revenge - 'Red Flags and Long Nights'
Sick and tired of all the after
Sick of trying ot find a way to slide
Even though it always ends in laughter
Its never hard to tell when things are done
She looked into my eyes and a voice said RUN
She says that im a mess but its alright
Whether its 2 weeks, 2 years or just tonight
You can occupy my every sigh,
you can rent a space inside my mind
At least untill the price becomes too? HIGH
I can find a reason that we should quit
I can find a reason to do it
I can find excuses for all my shit
She tells me just to work right through it
Shes pretty and I like her but shes too well
Cuz I need red flags and long nights and she can tell
Its not that its my fault its just my style
Beginning with a look and then a smile
You can occupy my every sigh,
you can rent a space inside my mind
At least untill the price becomes too ? HIGH
She don't need a thing, she don?t need saving or a lay
Shes got all the friends around and you can hear them say:
Hes not into you hes into the idea of?
But little do they know that shes not through
You can occupy my every sigh,
you can rent a space inside my mind
At least untill the price becomes too ? HIGH
She Wants Revenge - 'Red Flags and Long Nights'
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Música do dia,
Músicas que descrevem...
28 fevereiro 2009
"Acontece que me canso de meus pés e de minhas unhas,
do meu cabelo e até da minha sombra.
Acontece que me canso de ser homem.
Todavia, seria delicioso
assustar um notário com um lírio cortado
ou matar uma freira com um soco na orelha.
Seria belo
ir pelas ruas com uma faca verde
e aos gritos até morrer de frio.
Passeio calmamente, com olhos, com sapatos,
com fúria e esquecimento,
passo, atravesso escritórios e lojas ortopédicas,
e pátios onde há roupa pendurada num arame:
cuecas, toalhas e camisas que choram
lentas lágrimas sórdidas. "
do meu cabelo e até da minha sombra.
Acontece que me canso de ser homem.
Todavia, seria delicioso
assustar um notário com um lírio cortado
ou matar uma freira com um soco na orelha.
Seria belo
ir pelas ruas com uma faca verde
e aos gritos até morrer de frio.
Passeio calmamente, com olhos, com sapatos,
com fúria e esquecimento,
passo, atravesso escritórios e lojas ortopédicas,
e pátios onde há roupa pendurada num arame:
cuecas, toalhas e camisas que choram
lentas lágrimas sórdidas. "
Pablo Neruda
O que há em mim é sobretudo cansaço
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
16 fevereiro 2009
11 fevereiro 2009
Cântico Negro
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" (...)
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí! "
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí! "
"Cântico Negro" - José Régio
08 fevereiro 2009

"Neste infinito fim que nos alcançou
guardo uma lágrima vinda do fundo
guardo um sorriso virado para o mundo
guardo um sonho que nunca chegou
Na minha casa de paredes caídas
penduro espelhos cor de prata
guardo reflexos do canto que mata
guardo uma arca de rimas perdidas
Na praia deserta dos dias que passam
Falo ao mar de coisas que vi
Falo ao mar do que conheci...
No mundo onde tudo parece estar certo
guardo os defeitos que me atam ao chão
guardo muralhas feitas de cartão
guardo um olhar que parecia tão perto
Para o país do esquecer o nunca nascido
levo a espada e a armadura de ferro
levo o escudo e o cavalo negro
levo-te a ti... levo-te a ti para sempre comigo...
Na praia deserta dos dias que passam
Falo ao mar de coisas que senti
Falo ao mar do que nunca perdi."
guardo uma lágrima vinda do fundo
guardo um sorriso virado para o mundo
guardo um sonho que nunca chegou
Na minha casa de paredes caídas
penduro espelhos cor de prata
guardo reflexos do canto que mata
guardo uma arca de rimas perdidas
Na praia deserta dos dias que passam
Falo ao mar de coisas que vi
Falo ao mar do que conheci...
No mundo onde tudo parece estar certo
guardo os defeitos que me atam ao chão
guardo muralhas feitas de cartão
guardo um olhar que parecia tão perto
Para o país do esquecer o nunca nascido
levo a espada e a armadura de ferro
levo o escudo e o cavalo negro
levo-te a ti... levo-te a ti para sempre comigo...
Na praia deserta dos dias que passam
Falo ao mar de coisas que senti
Falo ao mar do que nunca perdi."
'Fim' - Tiago Bettencourt
04 fevereiro 2009
Chuva de Saudade
Ouço a chuva cair lá fora
Assumo-me à janela para a ver cair
Ouço e vejo-a embater no vidro
Observo a efemeridade de cada gota que cai
Que cai e renasce num charco
Provocando circulos contínuos

Que percorrem desde o centro até à periferia
Destino certo.
Determinado.
Conhecido.
Permaneço do lado de dentro
Escondida apenas pelo vidro
Quero que me proteja
Mas é fragil...
...como eu.
Deixa chuva entrar
Chuva que me cai na cabeça,
No rosto,
Descendo e percorrendo todo o meu corpo
Fico com medo
Não sei o que se passa
A chuva confunde-se com o meu sentimento
Que se manifesta em gotas
Fiéis à gravidade...
Sinto a cabeça em água
Chove constantemente na minh'alma
Não sei o que me espera no fim da tempestade
Mas já sinto saudades
Do futuro que não conheço.
Deixai-o vir!
Ana Raquel Joaquim
02 fevereiro 2009
29 janeiro 2009
Reflexo Distorcido

Quero ser mais
Quero ser livre para voar
Quero ser alguém
Quero ser EU
Quero ser
Simplesmente ser
Estou cansada de multidoes
E de me desviar dos indivíduos com que me cruzo
Estou cansada da rotina
Estou cansada de lutar sozinha
De tentar fazer tudo valer a pena
Até mesmo o simples respirar,
Um suspiro expirado
Um simples olhar
Teu...Meu...
Quero procurar respostas
Onde sei que as posso encontrar
Sei que as tens
Sei que mas pretendias dar
Sei que queres
Confundo tudo na minha cabeça
Pessoas
Sentimentos
Ideias
Princípios
[e fins...]
Confundo-me a mim mesma
Mas continuo a caminhar
Mesmo que perdida
Até encontrar o percurso recto
Sem curvas e contra curvas
Sem que tropece na multidão.
O que escrevo não é mais que um reflexo distorcido
Não é mais que a confusão.
Um amontoado de nós
Que não ata nem desata.
Quero ser livre para voar
Quero ser alguém
Quero ser EU
Quero ser
Simplesmente ser
Estou cansada de multidoes
E de me desviar dos indivíduos com que me cruzo
Estou cansada da rotina
Estou cansada de lutar sozinha
De tentar fazer tudo valer a pena
Até mesmo o simples respirar,
Um suspiro expirado
Um simples olhar
Teu...Meu...
Quero procurar respostas
Onde sei que as posso encontrar
Sei que as tens
Sei que mas pretendias dar
Sei que queres
Confundo tudo na minha cabeça
Pessoas
Sentimentos
Ideias
Princípios
[e fins...]
Confundo-me a mim mesma
Mas continuo a caminhar
Mesmo que perdida
Até encontrar o percurso recto
Sem curvas e contra curvas
Sem que tropece na multidão.
O que escrevo não é mais que um reflexo distorcido
Não é mais que a confusão.
Um amontoado de nós
Que não ata nem desata.
Ana R. Joaquim
28 janeiro 2009
Porque achei ser verdade...

" Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos um beijo na boca...
E nem corpos encontrarem-se na maciez de uma cama...
Há certas horas que só queremos uma mão no ombro,
o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...
Há certas horas, quando sentimos que estamos para chorar,
que desejamos uma presença amiga,
a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a fazer-nos sorrir...
Alguém que ria das nossas piadas sem graça...
Que ache as nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis,
nos seja de uma sinceridade inquestionável...
Que nos mande calar ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer:
Acho que estás errado, mas estou do teu lado...
Ou alguém que apenas diga:
Sou o teu Amor!
E estou Aqui! "
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos um beijo na boca...
E nem corpos encontrarem-se na maciez de uma cama...
Há certas horas que só queremos uma mão no ombro,
o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...
Há certas horas, quando sentimos que estamos para chorar,
que desejamos uma presença amiga,
a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a fazer-nos sorrir...
Alguém que ria das nossas piadas sem graça...
Que ache as nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis,
nos seja de uma sinceridade inquestionável...
Que nos mande calar ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer:
Acho que estás errado, mas estou do teu lado...
Ou alguém que apenas diga:
Sou o teu Amor!
E estou Aqui! "
William Shakespeare
Foto in: olhares.aeiou.pt
Etiquetas:
De outrém...,
fotografias que descrevem...
11 janeiro 2009
i don't mean it...
"(...)I never meant to cause you trouble
And I never meant to do you wrong
And I, well if I ever caused you trouble
O no, I never meant to do you harm (...)"
And I never meant to do you wrong
And I, well if I ever caused you trouble
O no, I never meant to do you harm (...)"
Coldplay - Trouble
09 janeiro 2009
Estranha Forma de Vida

"Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Foi por vontade de Deus.
Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.
Coração independente,
coração que não comando:
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.
Eu não te acompanho mais:
para, deixa de bater.
Se não sabes aonde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais. "
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Foi por vontade de Deus.
Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.
Coração independente,
coração que não comando:
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.
Eu não te acompanho mais:
para, deixa de bater.
Se não sabes aonde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais. "
Amália Rodrigues - Estranha Forma de Vida
(letra: Alfredo Duarte; Amália Rodrigues)
(letra: Alfredo Duarte; Amália Rodrigues)
Nem às paredes confesso

"Não queiras gostar de mim
Sem que eu te peça
Nem me dês nada que ao fim
Eu não mereça
Vê se me deitas depois
Culpas no rosto
Isto é sincero
Porque não quero
Dar-te um desgosto
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso
E até aposto
Que não gosto de ninguém
Podes sorrir
Podes mentir
Podes chorar também
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso
Quem sabe se te esqueci
Ou se te quero
Quem sabe até se é por ti
Por quem eu espero
Se eu gosto ou não afinal
Isso é comigo
Mesmo que penses
Que me convences
Nada te digo
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso
E até aposto
Que não gosto de ninguém
Podes sorrir
Podes mentir
Podes chorar também
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso
Podes sorrir
Podes mentir
Podes chorar também
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso"
Sem que eu te peça
Nem me dês nada que ao fim
Eu não mereça
Vê se me deitas depois
Culpas no rosto
Isto é sincero
Porque não quero
Dar-te um desgosto
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso
E até aposto
Que não gosto de ninguém
Podes sorrir
Podes mentir
Podes chorar também
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso
Quem sabe se te esqueci
Ou se te quero
Quem sabe até se é por ti
Por quem eu espero
Se eu gosto ou não afinal
Isso é comigo
Mesmo que penses
Que me convences
Nada te digo
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso
E até aposto
Que não gosto de ninguém
Podes sorrir
Podes mentir
Podes chorar também
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso
Podes sorrir
Podes mentir
Podes chorar também
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso"
Amália Rodrigues - Nem às paredes Confesso
05 janeiro 2009
Vai minha tristeza
E diz a ela que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece
Que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer
Chega de saudade
A realidade é que sem ela
Não há paz não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim
Não sai de mim
Não sai
Mas, se ela voltar
Se ela voltar que coisa linda!
Que coisa louca!
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos
Que eu darei na sua boca
Dentro dos meus braços, os abraços
Hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim,
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio
De você viver sem mim
Não quero mais esse negócio
De você longe de mim
Vamos deixar esse negócio
De você viver sem mim
Chega de Saudade - Tom Jobim
E diz a ela que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece
Que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer
Chega de saudade
A realidade é que sem ela
Não há paz não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim
Não sai de mim
Não sai
Mas, se ela voltar
Se ela voltar que coisa linda!
Que coisa louca!
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos
Que eu darei na sua boca
Dentro dos meus braços, os abraços
Hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim,
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio
De você viver sem mim
Não quero mais esse negócio
De você longe de mim
Vamos deixar esse negócio
De você viver sem mim
Chega de Saudade - Tom Jobim
04 janeiro 2009
ouvi dizer...

"(...) A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!"
Ornatos Violeta - Ouvi Dizer
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!"
Ornatos Violeta - Ouvi Dizer
29 dezembro 2008
Sorry or Please

"Five weeks in a prison, I made no friends
There's more time to be done, but I've got a week to spend
I didn't pay much attention first time around
But now you're hard not to notice, right here in my town
Where the stage of my old life meets the cast of the new
Tonights actors: Me and You
Each day is taking us closer
While drawing the curtains to close
This far, or further, I need to know
Your increasingly long embraces
Are they saying sorry or please?
I don't know what's happening, help me
Through the streets, on the corners, there's a scent in the air
I ask you out and I lead you, I know my way around here
There's a bench I remember, and on the way there I find
That the movements you're making, are mirrored in mine
And your hand is held open, intentionally
Or just what I want to see?
Your increasingly long embraces
Are they saying sorry or please?
I don't know what's happening, help me
I don't normally beg for assistance
I rely on my own eyes to see
But right now they make no sense to me
Right now you make no sense to me"
There's more time to be done, but I've got a week to spend
I didn't pay much attention first time around
But now you're hard not to notice, right here in my town
Where the stage of my old life meets the cast of the new
Tonights actors: Me and You
Each day is taking us closer
While drawing the curtains to close
This far, or further, I need to know
Your increasingly long embraces
Are they saying sorry or please?
I don't know what's happening, help me
Through the streets, on the corners, there's a scent in the air
I ask you out and I lead you, I know my way around here
There's a bench I remember, and on the way there I find
That the movements you're making, are mirrored in mine
And your hand is held open, intentionally
Or just what I want to see?
Your increasingly long embraces
Are they saying sorry or please?
I don't know what's happening, help me
I don't normally beg for assistance
I rely on my own eyes to see
But right now they make no sense to me
Right now you make no sense to me"
King Of Convenience - Sorry or Please
Foto: olhares.aeiou.pt
22 dezembro 2008

"É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro."
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro."
Pablo Neruda
Quadro: 'The Lovers' - René Magritte
11 dezembro 2008
'O meu amor existe'

"O meu amor tem lábios de silêncio
E mão de bailarina
E voa como o vento
E abraça-me onde a solidão termina
O meu amor tem trinta mil cavalos
A galopar no peito
E um sorriso só dela
Que nasce quando a seu lado eu me deito
O meu amor ensinou-me a chegar
Sedento de ternura
Separou as minhas feridas
E pôs-me a salvo para além da loucura
O meu amor ensinou-me a partir
Nalguma noite triste
Mas antes, ensinou-me
A não esquecer que o meu amor existe"
Jorge Palma - 'O meu amor existe'
E mão de bailarina
E voa como o vento
E abraça-me onde a solidão termina
O meu amor tem trinta mil cavalos
A galopar no peito
E um sorriso só dela
Que nasce quando a seu lado eu me deito
O meu amor ensinou-me a chegar
Sedento de ternura
Separou as minhas feridas
E pôs-me a salvo para além da loucura
O meu amor ensinou-me a partir
Nalguma noite triste
Mas antes, ensinou-me
A não esquecer que o meu amor existe"
Jorge Palma - 'O meu amor existe'
fotografia: olhares.aeiou.pt
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fotografias que descrevem...,
Músicas que descrevem...
10 dezembro 2008
08 dezembro 2008
mistério...
"A nossa história começa na total escuridão
Onde o mistério ultrapassa a nossa compreensão
A nossa história é o esforço para alcançar a luz
Meu amor, o impossível seduz"
Onde o mistério ultrapassa a nossa compreensão
A nossa história é o esforço para alcançar a luz
Meu amor, o impossível seduz"
Jorge Palma - Eternamente Tu
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Fotografia by me,
Músicas que descrevem...
04 dezembro 2008
29 novembro 2008
Disorder
"I've been waiting for a guide to come and take me by the hand
Could these sensations make me feel the pleasures of a normal man?
New sensations barely interest me for another day
I've got the spirit, lose the feeling, take the shock away
It's getting faster, moving faster now, it's getting out of hand
On the tenth floor, down the back stairs, it's a no man's land
Lights are flashing, cars are crashing, getting frequent now
I've got the spirit, lose the feeling, let it out somehow
What means to you, what means to me, and we will meet again
I'm watching you, I'm watching her - I take no pity from your friends
Who is right, who can tell, and who gives a damn right now?
Until the spirit, new sensation takes hold - then you know
I've got the spirit, lose the feeling, let it out somehow
I've got the spirit, but lose the feeling, feeling, feeling "
Joy Division - Disorder
Could these sensations make me feel the pleasures of a normal man?
New sensations barely interest me for another day
I've got the spirit, lose the feeling, take the shock away
It's getting faster, moving faster now, it's getting out of hand
On the tenth floor, down the back stairs, it's a no man's land
Lights are flashing, cars are crashing, getting frequent now
I've got the spirit, lose the feeling, let it out somehow
What means to you, what means to me, and we will meet again
I'm watching you, I'm watching her - I take no pity from your friends
Who is right, who can tell, and who gives a damn right now?
Until the spirit, new sensation takes hold - then you know
I've got the spirit, lose the feeling, let it out somehow
I've got the spirit, but lose the feeling, feeling, feeling "
Joy Division - Disorder
...

"Longe de mim em mim existo
À parte de quem sou
A sombra e o movimento em que consisto"
À parte de quem sou
A sombra e o movimento em que consisto"
Fernando Pessoa
Etiquetas:
De outrém...,
fotografias que descrevem...
21 novembro 2008
sooo sweeeet =D
How sweet it is to be loved by you
How sweet it is to be loved by you
I needed the shelter of someone's arms and there you were
I needed someone to understand my ups and downs
and there you were
With sweet love and devotion
deeply touching my emotion
I want to stop and thank you baby
I just want to stop and thank you baby
How sweet it is to be loved by you
How sweet it is to be loved by you
I close my eyes at night,
wondering where would I be without you in my life
Everything I did was just a bore,
everywhere I went it seems I'd been there before
But you brightened up for me all of my days
With a love so sweet in so many ways
I want to stop and thank you baby
I want to stop and thank you baby
How sweet it is to be loved by you
How sweet it is to be loved by you
You were better to me than I've been to myself
For me, there's you and there ain't nobody else
I want to stop and thank you baby
I just want to stop and thank you baby
How sweet it is to be loved by you
How sweet it is to be loved by you
Marvin Gaye - How Sweet It Is To Be Loved By You (1965)
16 novembro 2008
'Segue o teu Destino'

"Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De arvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nos queremos.
Só nos somos sempre
Iguais a nos-proprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Ve de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está alem dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam. "
Ricardo Reis - Segue o Teu Destino
in Odes
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De arvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nos queremos.
Só nos somos sempre
Iguais a nos-proprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Ve de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está alem dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam. "
Ricardo Reis - Segue o Teu Destino
in Odes
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De outrém...,
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14 novembro 2008
12 novembro 2008
O amor é uma companhia
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visivel faz-me andar mais depressa
E ve menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma cousa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas,
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
Alberto Caeiro - poema de "O Pastor Amoroso"
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visivel faz-me andar mais depressa
E ve menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma cousa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas,
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
Alberto Caeiro - poema de "O Pastor Amoroso"
05 novembro 2008
Ask your questions...

"If you don't go after what you want, you'll never have it. If you don't ask, the answer is always no. If you don't step forward, you're always in the same place."
Nora Roberts
Hoje encontrei isto num blog....
And i wonder...
I really need to ask some questions so i can understand it...
I need to understand in order to move forward with my life...
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